Notícia | 06/02/2020

A RAZOR E O CORONAVÍRUS: como o vírus do outro lado do mundo afeta empresas no Brasil?

Entenda como a Razor e diversas outras empresas brasileiras estão sendo afetadas em decorrência das medidas contra o Coronavírus. 

Em janeiro deste ano o mundo voltou a atenção para a China, uma das maiores economias mundiais, após a eclosão de uma epidemia do novo Coronavírus que passou a acometer centenas de pessoas na região, gradualmente com o passar das últimas semanas. Hoje, já são mais de 28 mil casos confirmados da doença no mundo todo, e 565 mortes, a maioria delas em território Chinês. 

 

REFLEXOS NA ECONOMIA

Ainda que a letalidade do vírus não seja (ainda) motivo para preocupação mundial (já que, proporcionalmente, o vírus é muito mais contagioso do que letal do ponto de vista científico), a China passou a implementar diversas medidas de contenção para evitar a contaminação generalizada da população. Entre as medidas mais precoces estão o isolamento da população, cancelamento de vôos e o fechamento de fábricas e o comércio em geral. Entretanto, estas medidas não afetam somente o cotidiano da população chinesa, mas a economia mundial como um todo. 

No caso do Brasil, cujo parceiro comercial mais importante hoje é a China, as exportações foram completamente paralisadas, o que afeta diretamente grandes empresas brasileiras como a Petrobrás e a Vale. Segundo o portal da Folha, “as medidas que o governo chinês tem tomado para conter o surto de coronavírus podem acarretar atrasos na entrega de exportações para o Brasil e maior demora para decisões de investimento“. No mundo todo, as bolsas de valores operam em queda desde a semana passada em decorrência das negociações inativas ou em recessão. 

De acordo com a Exame, em termos econômicos o Brasil pode ser afetado com a redução do PIB neste primeiro trimestre do ano em consequência da estagnação do comércio entre os dois países. Economistas de todo o país julgam o cenário como a “síndrome do coronavírus na economia mundial”, já que as medidas de contenção do vírus, adotadas pela China, acabaram por afetar transações comerciais no mundo todo como o fechamento de fábricas, indústrias e empresas em geral, a suspensão de vôos impossibilitando transações e o fechamento das exportações para o mundo todo.

 

MAS, O QUE A RAZOR TEM A VER COM TUDO ISSO?

Por conta do novo coronavírus, a economia chinesa acabou ficando estagnada e os reflexos disso já podem ser sentidos, inclusive, por empresas brasileiras que mantém alguma transação comercial com empresas ou fábricas sediadas na China. É o caso da Razor, que possui rede de fornecimento com diversos fornecedores (de itens importantes como processadores, placas de vídeo e placa mãe) que possuem fábricas no país

Desde o fechamento das fábricas e indústrias chinesas, recebemos diversos comunicados oficiais de nossos fornecedores anunciando a suspensão temporária de suas atividades. Isto, no entanto, reflete diretamente na nossa produtividade, já que o modelo de negócios da Razor é realizado de forma consultiva e sob demanda. Projetamos todas as nossas máquinas de maneira individualizada e, por esta razão, não faz sentido, pra nós, termos uma grande quantidade de certos componentes em estoque, pois nossos produtos são exclusivos e feitos sob encomenda. Adotamos este posicionamento por três motivos:

        1. Manter componentes (muitas vezes peças frágeis como processadores e SSDs NVMe) em estoque pode danificá-los. Por isso, evitamos o acúmulo de mercadorias em nossa sede, mantendo sempre um número baixo de peças estocadas, para eventuais necessidades;
        2. Componentes chave na performance das máquinas costumam ser placa de vídeo e processadores. Pedidos que requerem estes itens mais atípicos para usos específicos são sempre importados conforme a demanda, sendo eventuais peças de reposição encomendadas no mesmo momento;
        3. Nossas máquinas são projetadas sob encomenda, o que quer dizer que nenhuma máquina é igual a outra. Isto significa que, a cada novo pedido, desenvolvemos uma máquina diferente, com peças e componentes distintos. Por esta razão, não faz sentido manter um estoque padronizado de certas peças já que, possivelmente, não serão utilizadas.

Desta forma, a Razor é uma das empresas brasileiras diretamente afetadas pela suspensão do mercado chinês e, por esta razão, pedidos realizados entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020 poderão sofrer atrasos na entrega, já que a matéria-prima utilizada nas nossas máquina sequer está chegando ao território brasileiro.

Outra questão a ser pontuada é que os pedidos realizados no ano passado ainda não chegaram, já que o comércio está fechado desde meados de janeiro. Dado isso, estamos restringindo algumas configurações, de forma que só estão sendo aprovados pedidos com componentes com fornecimento garantido pelos nossos fornecedores.

QUAIS MEDIDAS A RAZOR ESTÁ TOMANDO?

Desde que recebemos o primeiro comunicado oficial estamos buscando alternativas para minimizar os efeitos da falta de entrega de mercadorias. Uma das ações paliativas foi procurar outras fábricas que nos forneçam matéria-prima para completar a produção dos pedidos em andamento. Entretanto, mesmo no Brasil, as poucas fábricas que poderiam nos fornecer peças e componentes também encontram-se sem estoque.

Além disso, estamos entrando em contato com todos nossos clientes para alertá-los sobre a iminente possibilidade de atrasos, prezando principalmente pela transparência com nosso público e evidenciando nosso compromisso e responsabilidade com todos aqueles que serão eventualmente lesados por motivo de força maior. 

EPIDEMIÔMETRO: Dados em tempo real

O mundo acompanha em tempo real os avanços da doença por meio de noticiários e sites que atualizam suas notícias a cada segundo. Além disso, a Johns Hopkins University criou uma iniciativa para monitorar a doença: o site Coronavirus 2019-nCoV Global Cases by Johns Hopkins CSSE, cuja página demonstra a quantidade de casos confirmados da doença, focos (cidades e países já afetados), mortes registradas e a quantidade de casos de recuperação. O site se coloca como uma ferramenta para monitoramento da doença para fins científicos e educacionais e conta com dados publicamente disponíveis de várias fontes (big data).

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