Hardware | 25/06/2019

Processadores Intel: tudo o que você precisa saber!

Os processadores são o cérebro de um computador, já que é por eles que passam todas as requisições feitas pela máquina. Quando falamos desses cérebros, existe uma marca Top of Mind, aquela sempre vem à nossa cabeça: a Intel. Os processadores Intel são os mais robustos do mercado, com vários núcleos, alta potência e capacidade multitarefas.

Desde 2010 a Intel vem produzindo os processadores da família Core, que a cada geração apresentam um avanço diferente. Entre os principais destaques está a tecnologia chamada litografia, que impacta o tamanho dessas peças. Os processadores estão ficando cada vez mais potentes e menores. A família Core apresenta 4 categorias principais: Core i3, i5, i7 e i9.

Neste guia completo vamos entender melhor cada uma delas e em quais atividades elas se encaixam. Confira!

A evolução dos processadores

A primeira coisa que você precisa saber é que sim, quanto maior o número, mais poderoso é o processador. Isso significa que o i3 é o mais básico, o i5 um modelo intermediário, o i7 mais completo e o i9 que é mais robusto.

Ao contrário do que acontece com outros componentes e softwares no mundo do TI, a existência do i9 não descontinua os outros modelos. Isso porque o i3, por exemplo, atende muito bem quem utiliza o computador para tarefas mais simples.

Os modelos i5 e i7 entregam um bom desempenho para tarefas intermediárias. O i9 é indicado para tarefas de altíssimo desempenho, ou seja, ideal para uma workstation que é utilizada continuamente. Você fica livre para escolher uma máquina de acordo com o seu bolso e suas necessidades.

Qual a diferença entre os processadores Intel Core i3, i5, i7 e i9?

Vamos entender melhor as diferenças entre processadores Intel Core, como eles foram evoluindo durante os últimos nove anos e as suas principais características.

Core i3

O Core i3 é o processador mais acessível da Intel, ideal para pessoas que têm um orçamento mais baixo e utilizam computador para tarefas rotineiras, como processamento de texto, envios de e-mail, navegação na web, assistir a vídeos etc.

Mas o fato de ser mais barato não significa que o i3 tenha uma baixa performance. Pelo contrário, esse processador entrega um desempenho bem satisfatório para atividade descritas.

Os processadores Core i3 nasceram com a base Dual Core, suporte a hiperprocessamento e virtualização. Suportam com tranquilidade as versões 64 bits do Windows, sendo que os modelos mais recentes, aproveitando o novo chipset da Intel e a tecnologia de 14nm, otimizaram muito o desempenho desse modelo.

Recentemente tivemos o lançamento do Core i3 Coffee Lake, o modelo com quatro núcleos, Quad Core, ampliando a capacidade de desempenho do processador e permitindo que os usuários consigam exercer mais tarefas simultaneamente.

O Core i3, ao contrário das versões superiores, não suporta o turbo boast, que nada mais é do que a capacidade de fazer overclock do processador, ou seja, aumentar a capacidade de processamento além do preestabelecido — o que coloca esse modelo como uma opção inviável para quem deseja economizar com o intuito de potencializar a performance para tarefas mais robustas.

Core i5

O Core i5 está um degrau acima do i3, sendo o processador intermediário da Intel, que entrega uma diferença considerável de desempenho em relação ao modelo anterior, dependendo do software que for executado — se você vai fazer as mesmas atividades simples que faria com o i3 — como editar textos e assistir vídeos —, não sentirá grande diferença, mas se utilizar softwares robustos, como o Adobe Illustrator, perceberá.

O Core i5 é comercializado em 6 versões: Dual Core, Quad Core e Hexa Core. Os que trazem dois núcleos têm tecnologia de 32nm 3 22nm, com suporte a hiperprocessamento, virtualização e tecnologia Turbo Boost.

Já os processadores i5 Quad Core apresentam a tecnologia 45nm, 22nm ou 24nm e também têm a virtualização e a tecnologia Turbo Boost. A diferença é que não trazem suporte para hiperprocessamento. Recentemente, o chip i5 Coffee Lake aumentou o número de núcleos para 6, sem o suporte de hiperprocessamento, também.

Você deve está se perguntando: os três tipos entregam o mesmo desempenho? Os processadores de seis núcleos superam os de dois em atividades single thread, mas não apresentam grande diferença em relação ao Quad Core. Já nas tarefas multi-thread, o processador de seis núcleos ganha vantagem sobre as versões de dois e quatro núcleos.

O core i5 apresenta um desempenho satisfatório para atividades como edição de vídeos e jogos e supre com qualidade a demanda de quem faz atividades básicas, como navegação na internet, edição de textos, acesso a e-mails e vídeos. Em suma, podemos dizer que esse é o melhor processador em preço intermediário para pessoas que fazem um uso frequente de seus computadores para executar tarefas simultâneas.

Core i7

Antes do lançamento do Core i9 do Core X, os processadores i7 eram os mais robustos da linha da Intel, entregando um desempenho de alto nível. Antes do lançamento do Coffee Lake, o i7 apresentava 4 núcleos, com suporte a virtualização e hiperprocessamento.

Ao contrário do que aconteceu com o i5, a mudança para seis núcleos manteve o suporte do hiperprocessamento no i7, ou seja, temos um total de 12 threads.

Por exigir um investimento maior, Core i7 é utilizado por usuários que praticam multitarefas e produzem conteúdos multimídia pesados, jogos de alto desempenho e softwares robustos, como o Adobe Photoshop.

Um editor de vídeos, por exemplo, que trabalha com conteúdos em HD utilizando o Adobe Premiere e After Effects, se beneficia desse modelo de processador. Isso porque o i7 apresenta um cache onboard maior, que permite a execução de tarefas repetitivas ou simultâneas com mais desempenho sem travamentos.

Core i9

Em 2017 a Intel resolveu subir mais ainda o nível com o lançamento da família Core i9, um processador de altíssimo desempenho. Esses novos chips utilizam o novo soquete LG2066, que necessita de uma placa-mãe com o chipset Intel X299. O modelo mais “barato” do Core i9 tem dez núcleos, com um enorme cache L3 e o maior chega a 18 núcleos e incríveis 36 threads e requer um investimento considerável.

A série i9 tem como foco a produção de super workstations e PC gamers de alto padrão, para quem quer jogar games de última geração em 4K e gerir editores de vídeo robustos. Também é utilizado para pesquisadores que querem bater recordes de desempenho e quebrar velocidades de processamento fazendo overclock.

Quais são as especificidades dos processadores Xeon?

A nova geração de processadores Xeon foi apresentada pela Intel sem o mesmo alarde da família Core. Mas a nova gama trouxe mais desempenho do que os antecessores e tem como missão bater de frente com os processadores Epyc da AMD, que trazem versões com até 32 núcleos e 64 threads.

A mudança de paradigma da família Xeon fica explícita já na mudança da formatação dos nomes. Em vez de acompanhar a sequência, como vinham fazendo com os Xeon E3, E5 e E7, por exemplo, os novos processadores trazem a nomenclatura de metais preciosos. Os novos nomes são e capacidade são:

  • Xeon Platinum 81xx — até 28 núcleos e 56 threads;
  • Xeon Gold 61xx — até 22 núcleos e 44 threads;
  • Xeon Gold 51xx — até 14 núcleos e 28 threads;
  • Xeon Silver 41xx — até 12 núcleos e 24 threads;
  • Xeon Bronze 31xx — até oito núcleos e oito threads.

Esses processadores de alto desempenho permitem o processamento de grandes volumes de informações, possibilitando o desenvolvimento de soluções de machine learning e mineração de fluxos de dados para a obtenção de insights preciosos em grandes servidores.

Os novos processadores podem suportar até 1,5TB de RAM — o Platinum 8180M —, 48 pistas de PCI Express 3.0 por chip e funcionar em servidores com até 8 soquetes.

A identificação das gerações de processadores

É comum que você encontre notebooks com processadores i3 com o preço mais baixo do que um PC que utiliza o mesmo processador. Mais do que isso, pode acontecer de você encontrar uma máquina com processador i5 mais cara e rápida do que um i7. Por mais que pareça ilógico, isso tem uma explicação.

Como vimos na introdução deste post, a Intel lançou essa família de processadores em 2010, sendo que de lá até hoje já se passaram 8 gerações de Core i3, i5 e i7 e duas do i9. Isso significa que, em uma mesma loja, você pode encontrar, por exemplo, um PC com um i5 de oitava geração e um i7 de quarta.

Mas você sabe como identificar a geração de um processador? A Intel identifica os seus processadores com uma série de 4 números seguido de letras. Essa codificação, que vem depois da indicação do modelo, determina a geração de cada modelo.

Por exemplo, quando você vir um processador identificado como Intel Core i5-5XXX, você estará diante de um processador de quinta geração, quando for i3-6XXX, pertencerá a sexta e segue essa lógica em todos.

Você poderá encontrar modelos diferentes dentro de uma mesma geração, sendo que o mais recente é sempre aquele que tem a numeração mais alta. Um Core i7-7157 será melhor do que um i7-7070, por exemplo.

O que significam as letras na identificação dos processadores Intel Core?

Além dos números que indicam a geração e o modelo, a Intel coloca letras na identificação de seus processadores, são os chamados sufixos: U, Y, T, Q, H, K, dentre outros.

Pode aparecer uma ou duas, dependendo do modelo e elas não estão ali por acaso. Três dessas letras são referentes ao consumo de energia elétrica: U, Y e T — veremos mais à frente o significado detalhado de cada letra.

Já a letra Q representa a quantidade de núcleos que o processador tem e a letra H é referente à performance gráfica, quando o chip traz integrada uma boa GPU. A letra K informa que o processador pode ir além de sua velocidade predeterminada por meio de um overclock.

Veja a seguir um pequeno glossário com a explicação detalhada de cada letra:

  • K — “Unlocked”, essa letra indica que o processador tem a possibilidade de ir além de sua velocidade preestabelecida, por meio de um overclock;
  • G — indica que a placa de vídeo é integrada, sendo que esse modelo é exclusivo para laptops;
  • U — “Ultra Low Power”, indica que o processador apresenta baixo consumo de energia, também exclusivo para laptops;
  • T — “Power-optimized”, é um modelo feito para otimizar o consumo de energia, não tanto quanto o modelo U;
  • H — “High performance graphics”, traz uma placa de vídeo integrada, com uma capacidade de processamento de gráficos melhor do que o modelo G;
  • Y — “Extremely low power”, modelo que economiza ainda mais energia do que o U;
  • Q — “Quad-core”, indica que o processador tem quatro núcleos;
  • M — “Mobile”, modelo exclusivo para laptops;
  • C — indica que o processador tem a opção de overclock, soquete LGA 1150, placa de vídeo integrada básica;
  • R — indica que é um processador desktop baseado no soquete BGA 1364 com placa de vídeo integrada avançada;
  • S — processador otimizado para performance;
  • X — “Extreme Edition”, performance otimizada.

Agora você já sabe, se comprar um notebook ou PC que na embalagem estiver descrito um processador Intel Core i5-6200U, sabe que lidará com um modelo intermediário de sexta geração e que entrega um consumo de energia reduzido.

Se comprar um PC Core i7-7920HK, adquirirá um processador robusto, com GPU integrada, entregando um processamento de gráficos aprimorado. Além disso, é um processador que pode ir além de sua velocidade predeterminada.

A diferença entre CPU e GPU

Aqui no Brasil, durante um tempo, as pessoas utilizavam erroneamente o termo CPU para se referirem ao gabinete dos computadores. Na verdade o CPU nada mais é do que a Unidade Central de Processamento, ou seja, é o processador da máquina.

Um processador, como já vimos neste post, nada mais é do que o cérebro de um dispositivo, não necessariamente um computador. O seu smartphone e tablets também têm os seus processadores, que em muito dos casos têm um bom desempenho.

Já uma GPU é a Unidade de Processamento Gráfico, que nada mais é do que o processador da placa de vídeo, que fica responsável pela renderização de gráficos em tempo real. São primordiais para os PC gamers que serão utilizados para o jogos de alto desempenho.

As GPUs ficam na parte central da placa de vídeo, mas também podem ser encontradas onboard, acopladas às placas-mãe, permitindo que o computador seja plugado a um monitor sem a necessidade de uma placa de vídeo.

Quais são as diferenças práticas?

Se eu tenho um processador de alto desempenho, por que necessitaria de uma GPU? Por mais que um processador consiga fazer qualquer tipo de cálculo, até mesmo os gráficos, o processo de renderização em tempo real seria mais lento. Quando você trabalha com a GPU em alinhamento com o processador, ele assume a tarefa de realizar o processamento gráfico.

Isso significa que a GPU ficará responsável pelo processamento de vetores, texturas e outros gráficos que aparecem na tela do jogador, de maneira rápida, por ter dedicação exclusiva. Além de melhorar a parte gráfica, a GPU libera o processador para fazer outras tarefas, melhorando o desempenho da máquina.

Quando você joga o seu game favorito — no computador, videogame ou smartphone —, a GPU é quem gerencia cada pixel que aparece em sua tela enquanto você está se divertindo. Os pontos estão em constante mutação, sendo que a GPU administra as mais variadas situações em que cada pixel está vinculado, seja de cor, seja de luminosidade, tudo isso em segundos.

Por mais que os ganhos pareçam pequenos, essa otimização que a GPU traz dá um diferencial para os jogadores de alto nível, que participam de disputas online e necessitam de desempenho potencializado em todos os sentidos. Uma falha pode jogar por terra horas de empenho em uma partida.

As vantagens dos processadores da família Core para atividades de alto desempenho

Agora que você já conhece um pouco de cada um dos processadores da linha atual da Intel, vamos a um panorama sobre algumas atividades que demandam alto desempenho e que são favorecidas pelo uso desses processadores.

Como otimizam a atividade dos Gamers?

Os processadores de alto desempenho, como o i9, foram projetados para todos os gamers, em especial para os profissionais. O jogador conseguirá aumentar a velocidade de processamento da máquina, fazendo overclock individualmente em cada núcleo.

Dessa forma, os usuários poderão encarar os jogos em 4k, gravar e fazer streaming ao vivo — tudo ao mesmo tempo, sem riscos de travamento.

Como potencializam a realidade virtual?

Os novos modelos dos processadores i9 receberam um upgrade no Turbo Boost Max, que vem para completar o grande número de núcleos e de threads, que chega a 36. A versão 3.0 traz uma tecnologia que consegue identificar os dois núcleos de melhor desempenho e aumentar a velocidade deles conforme a demanda, de forma automática.

Essa característica, aliada a outros recursos, contribui para que os novos modelos de processadores sejam ideais para a realidade virtual de alto desempenho. A execução de vídeos em 360º deixa de ser um desafio, incentivando o desenvolvimento de jogos em VR.

Pensando nisso, a própria Intel anunciou que vai criar parcerias para a criação de games em realidade virtual. Para viabilizar isso, a empresa vai promover o seu próprio campeonato em VR, o Intel Extreme Masters.

Como aumentam o nível de atuação dos criadores e editores de audiovisual?

Outro segmento profissional que é beneficiado pelos processadores Core i9 é o setor audiovisual — profissionais de cinema, criadores de vídeos, editores, animadores etc. Isso porque esse processador permite a execução de vários softwares de alta performance ao mesmo tempo, viabilizando a manipulação e renderização de arquivos pesados.

O profissional poderá manter aberto, ao mesmo tempo, programas como os do pacote Adobe — Premiere, After Effects, Illustrator, Photoshop, Animate, dentre outros. Além disso, os profissionais poderão trabalhar com múltiplos vídeos em 4k e 360º sem travar.

Como otimizam o expediente dos profissionais de arquitetura e construção?

Os profissionais da área de engenharia e arquitetura poderão se beneficiar da nova geração de processadores da Intel. Ficará mais fácil a abertura simultânea de programas pesados que geram grandes arquivos de imagem em 3D. Assim como os profissionais de audiovisual, os do ramo da construção poderão manipular ao mesmo tempo softwares como AutoCAD, Photoshop, Corel Draw, Scilab, 3DSMAX e outros.

Um processador que tenha de 10 a 18 núcleos já consegue executar essas tarefas de forma fluida, sem grandes perdas de desempenho por parte da máquina. Para empresas de grande porte e com demanda alta, os mais indicados são os processadores da família Xeon, mas em empresas de pequeno e médio porte, o Core i9 supre bem os trabalhos e apresentam um excelente custo-benefício para montar uma workstation de ponta.

A escolha do processador ideal

Esse é um grande confusão que as pessoas fazem, achando que a versão mais potente é a única que entrega um desempenho de ponta para um computador ou notebook. A verdade é que o mais importante é a atividade que você vai exercer com essa máquina e não as configurações em si.

Existe sempre um modelo que vai entregar o melhor custo-benefício para cada pessoa, desde um usuário mais simples, mas que quer uma máquina que entregue uma boa performance, até um profissional de alto desempenho.

Do Core i3 ao Xeon, todos os Processadores Intel podem ser o melhor que a pessoa necessita para aquele momento específico. Para isso, é claro que o computador deve conter outros componentes de alto rendimento, como memória RAM compatível com a demanda e uma boa placa de vídeo.

Por isso é tão importante fazer uma avaliação com uma empresa especializada na montagem de computadores sob medida, que conseguirá avaliar a suas necessidades e sugerir a melhor configuração.

Esperamos que após a leitura deste guia você consiga ter uma visão mais abrangente sobre os processadores Intel. Eles foram criados para atender todo o tipo de usuário, desde a pessoa que faz um uso recreativo de um computador, até o profissional de altíssimo desempenho que necessita de uma workstation robusta para projetos complexos.

 

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