Hardware | 25/06/2019

Core i7 ou Core i9: qual é melhor para as suas necessidades?

Quando o assunto é o desempenho de um computador e a sua relação com o desenvolvimento de uma determinada tarefa, não podemos deixar de avaliar as características físicas que determinam aquilo que a máquina será capaz de entregar ao operador — principalmente quando falamos em CPUs que exercem o papel central de processamento das informações.

Pensando nisso, neste texto, vamos falar sobre os processadores Intel Core i7 e Core i9, e apresentaremos as principais diferenças existentes entre eles para que você possa escolher o modelo mais adequado às suas necessidades. Acompanhe!

O que são processadores?

Antes de comparar os atributos e diferenças dos processadores, é necessário que você saiba exatamente o que eles são, como funcionam e quais as funções que executam em um computador.

De maneira bem resumida, podemos definir um processador como um dos componentes mais importantes de um computador. É por meio dele que os dados são trabalhados na máquina de maneira plena, fluida e com maior ou menor agilidade.

Ainda que seja proporcionalmente pequeno e aparentemente simples, se comparado com os outros itens do equipamento, o processador exerce uma função muito poderosa. Apesar das aparências, trata-se de um complexo item que apresenta variações de desempenho conforme os diferentes modelos, famílias e gerações disponibilizadas no mercado.

Essa variação de desempenho existente não configura um grande problema, uma vez que cada um possui finalidades distintas e pode se adequar a diferentes necessidades. Isso significa que cada workstation vai precisar de um tipo de processador, de acordo com a demanda.

Existem modelos mais recomendados para determinadas tarefas, o que não significa uma superioridade absoluta de um para o outro.

Qual é a história dos modelos da Intel?

Graças aos seus esforços para adequar-se aos diversos modelos de placa-mãe, a Intel se consolidou como a principal empresa fabricante de processadores, além de se tornar muito popular no mercado e reconhecida como referência no setor.

Com essa estratégia, ficou mais fácil para os usuários adotarem versões de processadores com capacidades menores, porém com ótimo desempenho para as atividades básicas.

Se determinado usuário demanda por uma performance superior, a Intel também oferece modelos específicos — porém mais caros — para atender a essa necessidade. É por isso que o preço não deve ser o principal fator na decisão de compra por determinado item, já que tal atitude pode levar a erros e desperdícios.

Para definir qual é o modelo ideal para o uso pessoal ou a trabalho, é preciso conhecer quais são as famílias de processadores disponibilizadas pela Intel. São elas:

  • Core;
  • Pentium;
  • Celeron;
  • Xeon;
  • Xeon Phi;
  • Itanium;
  • Atom;
  • Quark SoC.

Dentre elas, as principais são Core e Xeon. Porém, vamos nos limitar a analisar a primeira, que é o objeto de estudo principal deste artigo.

A família Core começou a ser fabricada em 2010 e, desde então, já conta com 8 gerações de processadores i3, i5 e i7, e duas de i9. Por isso, é muito comum encontrar, em uma única loja, computadores com modelos de quinta e sexta geração da família i3 com preços e desempenhos diferentes.

Além disso, a regra do “quanto mais novo, melhor” continua válida. Assim, uma máquina com processador i3 de sétima geração é superior a uma com um modelo de quinta geração.

No momento da compra, para saber diferenciar a geração de um chipset, é necessário observar número posto logo após a família. Por exemplo, a quinta geração de i3 será representada como Intel Core i3-5XXX; a sexta geração, como Intel Core i3-6XXX; e assim sucessivamente.

Quais são as diferenças entre o Core i7 e o Core i9?

Como vimos, os modelos Core são os mais famosos processadores da Intel. De maneira geral, podemos afirmar que quanto maior o número, mais avançado será o modelo. Sendo assim, temos:

  • i3 — básico;
  • i5 — intermediário;
  • i7 — mais completo;
  • i9 — o mais avançado.

Porém, não precisamos limitar tanto a nossa análise, pois não é necessário pagar mais caro por um computador apenas porque ele conta com um processador de última geração. É preciso entender que a variável principal de escolha é o perfil do usuário e as suas necessidades.

A seguir, vamos mergulhar nas principais características para comparação entres os mais avançados processadores da Intel: o Core i7 e o Core i9.

Aplicações de uso

O Core i7 foi desenvolvido para usuários domésticos — que procuram por um desempenho superior e livre de travamentos — e para os profissionais que atuam com edição de vídeos ou que sejam usuários de programas de alto desempenho — como o CAD, por exemplo. Esse processador possui versões de no mínimo 4 núcleos, existindo também versões de 6, 8 e 10 núcleos. Além disso, contam com os recursos Hyper Theading e Turbo Boost.

Já os processadores Core i9 são mais avançados em tudo e possuem três versões diferentes. Foi projetado para atender a todas as demandas por desempenho elevado, disponibilizando de 4 a 18 núcleos e suporte 4k para imagens e vídeos. Ao contrário dos outros processadores, ele consegue executar vários programas pesados ao mesmo tempo.

Número de núcleos

A importância do núcleo presente nos processadores está no fato de que quanto maior a quantidade existentes, mais tarefas podem ser executadas simultaneamente pelo computador.

Cabe ressaltar, mais uma vez, que é necessário observar prioritariamente as suas necessidades como usuário em detrimento do preço ou versão do processador. Um CPU i3 possui, normalmente, entre 2 e 4 núcleos de processamento, enquanto que os modelos Intel Core i5 e Intel Core i7 possuem entre seis e oito núcleos.

Como já dissemos no item anterior, o mais potente processador da família Core é o i9, que chega a ter até 18 núcleos e 256 GB de memória RAM, sendo o primeiro processador da Intel voltado para o uso doméstico que ultrapassa a marca de 1 teraflops em capacidade de armazenagem.

Essa é a versão mais potente do Core i9: o 7980 XE. Ao contrário do que ocorre com o Core i7, não existem informações sobre versões mais baratas.

Velocidade do processador

Velocidade e preço são grandezas proporcionais. Isso significa que, quanto mais você exigir do computador, mais potência precisará que o processador entregue para ele.

Um dos itens que devem ser analisados ao compararmos os processadores Core i7 e Core i9 é a rapidez com que ocorre o processamento das informações. Afinal, a velocidade de execução do processamento faz a diferença e reflete no desempenho do computador.

O Core i7 possui uma boa agilidade, com 4,7 GHz de frequência, podendo ser uma escolha viável para jogos eletrônicos e programas profissionais. Com 14 modelos diferentes que variam entre 4 e 8 núcleos, consegue suportar até 64 GB de memória RAM.

A vantagem do Core i9 está em sua grande quantidade de núcleos (10, 12, 14, 16 ou 18) somada a uma maior velocidade de processamento, de 4,8 GHz de frequência. CPUs desse nível conseguem rodar programas mais pesados e de maneira simultânea, sendo recomendado para usuários que atuam em criação multimídia e até gamers profissionais.

Custo-benefício

O processador ideal é aquele que oferece a melhor relação custo-benefício entre os seus interesses e o capital disponível para investimento. Ainda que gerações de processadores antigas fiquem mais baratas e deixem de custar o quanto valiam antes, para aqueles que desejam economizar, vale a pesquisa por melhores preços entre as gerações anteriores do Core i7.

Agora, se você busca por desempenho além dos limites e não se preocupa com o custo — por exemplo, se quiser jogar games de última geração ou usar o notebook para trabalhos com edição de vídeo e imagem —, o Core i9 é, sem dúvidas, um porto seguro.

Porém, esse é um custo que, para a maioria das pessoas, não compensa. Por outro lado, as empresas e os profissionais que atuam na área conseguirão aproveitar os benefícios que um processador desse nível proporciona.

Ter um computador capaz de rodar tudo é o sonho de consumo de muitos de nós. Porém, o cálculo do custo-benefício que se pode obter dessa decisão cabe somente aos interessados. Em resumo, para um processador Core i9, não existem limites.

Uma alternativa ao seu alto custo é o Core i7 de geração atual, o que exigiria uma boa placa-mãe e um watercooler para gerar bons resultados.

E então, o que esperar do futuro? Os processadores não estão estagnados e não vão parar de avançar com o tempo. Conforme as tecnologias evoluem, obviamente também continuarão evoluindo e sendo lançados novos tipos de processadores no futuro.

Mas o que ficou ainda mais claro é a necessidade de pautar o seu julgamento sobre um processador em detrimento de outro, com base principalmente no tipo de usuário (doméstico ou profissional, por exemplo) e nas suas necessidades.

Somente após serem definidas as finalidades, será possível ter a perspectiva adequada e entender melhor sobre as diferenças entre as soluções que os processadores Core i7 e Core i9 fornecem para, então, tomar a melhor decisão.

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