Hardware | 06/07/2022

Chipset de Placa-Mãe

Para que serve um chipset de placa-mãe em um computador? Esta pergunta tem uma resposta simples, mas que nem todos os usuários tem na ponta da língua de forma clara. Devido ao fato de que, diferente do processador (CPU) ou da RAM, esse componente é menos conhecido entre os demais componentes de uma máquina.

Todavia, sem ele é bem provável que o seu computador não funcionasse. De maneira resumida, podemos dizer que o chipset é o responsável pelo controle de comunicação entre os componentes. CPU, RAM, HDD, SSD e outros periféricos somente “conversam” entre si graças ao chipset que está localizado na placa-mãe.

Além disso, ele também é o responsável por determinar com quantas unidades USB ou dispositivos de alta velocidade o seu computador é capaz de trabalhar. Assim, esse conjunto de chips (ou circuitos integrados) é utilizado na placa-mãe. Ou seja, ele é praticamente um cérebro dentro da operação.

chipset de placa-mãe

Em um computador, todos os componentes devem estar ligados, de alguma maneira, ao chipset para que a CPU receba os comandos e opere de forma correta. Isso faz com que, obrigatoriamente, os principais fabricantes de processadores ou de componentes gráficos de vídeo (Placas VGA) tenham que otimizar seus chips para acomodar fisicamente aos chipsets embutidos nas placas-mães dos computadores, e assim, entregar um bom desempenho. 

Alguns exemplos que temos nesse segmento são Intel, Qualcomm, Nvidia, AMD e MediaTek, além de Samsung e Apple, que costumam criar seus próprios componentes para alguns dos produtos que lançam.

O que é um chipset de placa-mãe?

Chipset é o nome dado ao conjunto de chips (ou circuitos integrados) que compõem a placa-mãe e cujo emprego é realizar diversas funções que envolvem o hardware da máquina, como controle dos barramentos (PCI, AGP e o antigo ISA), controle e acesso à memória, controle da interface SATA e USB, Timer, controle dos sinais de interrupção IRQ e DMA, entre outras.

Em outras palavras, o chipset de placa-mãe seria mais ou menos como o cérebro humano, buscando informações e enviando à parte do corpo adequada para a execução da tarefa de forma que a função solicitada seja efetuada do modo correto.

Além disso, o chipset está também relacionado com o clock externo do processador e das memórias. Por exemplo, caso o clock externo de seu processador possuir um valor de barramento maior que o suportado pelo do Chipset, não será possível aproveitar todo o potencial dele. 
Outro exemplo, são as conhecidas placas de som e vídeo onboard, circuitos de som e vídeo integrados no Chipset.

North Bridge e South Bridge

Nos primeiros computadores eram utilizados inúmeros chips para criar todos os circuitos necessários para fazer um computador funcionar e eles se encontravam dispersos em diversos pontos da placa. Porém, à medida em que a tecnologia foi evoluindo, os circuitos passaram a ser integrados em alguns poucos chips e com uma velocidade maior.

Hoje em dia, a maior parte dos Chipsets é composta por dois chips principais, conhecidos como North Bridge e South Bridge. Nesse sentido, o North Bridge ligado diretamente ao processador e cujas funções compõem o acesso às memórias e aos barramentos AGP que foi substituído pelo PCI cuja comunicação fica a cargo do South Bridge.

Já o South Bridge é responsável pelo controle das interfaces IDE, USB e SATA. No South Bridge também se encontra a conexão com a BIOS do computador e o chip responsável pelas interfaces de mouse e teclado, interfaces seriais e paralelas.

chipset de placa-mãe

Por dentro do chipset de placa-mãe

Embora os chipsets sejam criados por grandes fabricantes como AMD e Intel, eles também estão presentes nas placas-mães de outras desenvolvedoras. Dessa forma, diferentes chipsets suportam diferentes tipos de CPU e é justamente a esse item que os consumidores devem ficar atentos. Pois, CPU e chipset precisam ser compatíveis, caso contrário nada funcionará em seu computador.

Desse modo, ao fazer a sua escolha, veja ainda quais são os atributos que ele oferece, normalmente essa informação vem associada à placa-mãe do computador. Um chipset mais antigo ou de entrada pode ter limitação ao suporte de entradas USB, por exemplo, ainda que haja espaço para inclusão de outras.

Os limites do chipset determinam ainda quais são as possibilidades de expansão que você terá. Nesse sentido, de nada adianta comprar 32 GB de memória RAM se o seu chipset é compatível apenas com 16 GB, por exemplo. Da mesma forma, os overclocks também encontram nos limites do chipset o máximo de velocidade que podem alcançar.

Não só chipsets de placa-mãe, mas também fora do PC

Engana-se quem acha que os chipsets são exclusividade de computadores ou smartphones. Além destes equipamentos, também encontramos chipsets em eletrodomésticos que estão cada vez mais inteligentes, assim como em scanners e impressoras, dentre outros, que também saem de fábrica com esses conjuntos conectados a processadores dedicados.

Finalizando sobre os chipset de placa-mãe

Portanto, é o seu chipset que determina quais partes são compatíveis, até quais capacidades ou quantidades a sua máquina pode ser expandida e quais são os limites de desempenho em um overclock. Assim, pesquisar um pouco mais sobre cada um deles antes de escolher a placa-mãe se torna essencial para qualquer usuário.

De qualquer modo, é muito importante contar com uma ajuda especializada na hora de escolher pelo seu equipamento. Por isso, nós da Razor Computadores estamos à sua disposição para projetar e fabricar a máquina perfeita para a sua necessidade profissional, com chipsets compatíveis e de qualidade.

Deu para perceber que o chipset é um dos principais componentes de um computador, ficando atrás na hierarquia de hardware apenas do processador e das memórias. Por fim, um bom cuidado ao adquirir um computador é a escolha de placas-mães com um chipset adequado à sua necessidade para evitar futuros transtornos com relação ao desempenho.

E aí? Gostou de saber mais sobre o que é o chipset de placa-mãe?!

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